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Vítor Santos, Vereador do Pelouro do Desporto na Câmara Municipal da Guarda
“O Torneio é uma realidade que tem de repetir-se”
À espera de um Estádio Municipal cheio, o vereador do Pelouro do Desporto na Câmara Municipal da Guarda (CMG), Vítor Santos, coloca grandes expectativas no Torneio Internacional de Juniores, uma vez que este pode trazer mais-valias à Cidade, ao Concelho e mesmo ao País.
Nova Guarda (NG): Qual é a importância do Torneio Internacional de Juniores para o Pelouro do Desporto?
Vítor Santos (VS): Este Torneio enquadra-se dentro de uma estratégia de parcerias que a Câmara Municipal da Guarda entendeu seguir para esta legislatura. Numa primeira fase, tivemos de ‘arrumar um pouco a casa’. Elaborámos a carta desportiva e o plano estratégico do desporto para o Concelho. Em paralelo a esta base de sustentação, criámos os projectos que considerámos prioritários para esta primeira fase, como, por exemplo, a requalificação do espaço exterior das piscinas municipais.
Além disso, assentámos num programa de realizações programadas para vários anos, como a Volta a Portugal, a Golden Cup e o Torneio Internacional de Futebol de Juniores, que queremos manter com a qualidade e com o modelo do corrente ano, em parceria com o NDS (Núcleo Desportivo e Social). Em simultâneo, entendemos continuar a trabalhar também para os torneios infantis. Esta é uma base que queremos manter em paralelo com a formação.
A questão do Torneio Internacional de Juniores surge porque a CMG não podia ficar de fora do alinhamento dos 25 anos do NDS. Era altura de termos entre nós algumas revelações da camada de juniores, mas outras delas já não são promessas, mas realidades. Pensamos que é uma forma de criar um binómio de desenvolvimento e formação e, em simultâneo, criar estruturas para chamar pessoas à Cidade e ao Concelho. Nesta área, todos os operadores devem envolver-se nesta parceria, porque estamos a falar em duas a quatro mil pessoas na Cidade. Para além do acolhimento, temos de vender-lhes o que temos.
NG: Que tipo de apoios está a autarquia a prestar a este Torneio?
VS: Há dois tipos de apoio: um financeiro, que se cifra nos cinco mil euros, e um logístico. Toda a gente sabe que é necessário ir buscar e levar equipas, e por isso disponibilizámos os meios de transporte da autarquia.
NG: Acha que este Torneio vai trazer mais-valias à região da Guarda?
VS: Acho que qualquer torneio que abranja clubes de primeira liga, sustentado por clubes espanhóis com carisma é uma mais-valia para a região e mesmo a nível nacional. É um Torneio que começa a estar institucionalizado e que nós queremos manter e desenvolver, para que seja um dos melhores a nível nacional.
NG: O que espera deste Torneio?
VS: Espero ver estádio cheio, muita gente e, acima de tudo, muitos jovens.
O NDS não é um clube rico, como a Câmara não é uma autarquia com grandes recursos, mas está a criar-se um trampolim para que corra bem. Interessa-nos ter jovens em idade de formação. Se, entretanto, se conseguir um equilíbrio entre despesas e receitas, é um benefício para ambas as partes.
Eu acho que o Torneio não será uma experiência, mas uma realidade que tem de repetir-se.
NG: Os juniores são um bom chamariz de público?
VS: Eu penso que sim, primeiro porque nós já temos juniores que estão a jogar nas equipas principais, e depois porque temos as de sub-20 e todas elas já contemplam estes jogadores. Muitos deles já são realidades. Enquanto antes os carismas eram Luís Figo ou Eusébio, agora são estes jovens.
É muito importante também ter equipas de renome nacional e internacional, porque este é o salto qualitativo. Não falo só de futebol, mas também de outras modalidades. Havemos de caminhar para termos uma cidade internacional em termos de desporto e haja movimentação de pessoas ao longo do ano.
NG: De quantas pessoas estão à espera?
VS: A nossa perspectiva é ter o estádio cheio, passando por lá cerca de 2500 ou três mil pessoas.
NG: Considera que a Guarda tem sido esquecida neste tipo de eventos?
VS: Não concordo. Julgo que o que temos de firmar são as estruturas e as condições para que se possam realizar na Guarda provas internacionais. A partir do momento em que consigamos mobilizar todos os operadores de desporto envolvidos, estamos em condições de, também nós, pressionarmos ao nível de poder de decisão essas finais e esses torneios internacionais.
Assinatura: Sara Quaresma | Guarda


